Leandro Lima / CRECI-PR F-18.807 / CNAI 5.746

21 Abr 2020

Casos de isenção do FUNREJUS

A referida Lei prevê duas hipóteses de isenção para os adquirentes de imóvel

Situações de isenção do FUNREJUS na aquisição ou averbação de imóvel

FUNREJUS (Fundo de Reequipamento do Poder Judiciário) foi criado através da Lei Paranaense n° 5.992/98 e tem por finalidade, ao menos do ponto de vista formal, a criação e manutenção de fundo de recursos financeiros para possibilitar ao Poder Judiciário paranaense a aquisição, construção, ampliação e reforma dos edifícios e outros imóveis destinados ao Judiciário, possibilitar a implementação de serviços informatizados, dentre outras finalidades.

Dentre as varias situações de incidência para cobrança do tributo, verifica-se o fato gerador quando da aquisição de imóvel (art. 3°, inciso VII), ocasião em que será devido o percentual de 0,2% (zero virgula dois por cento) sobre o valor da compra e venda constante do contrato. 

A referida Lei prevê duas hipóteses de isenção para os adquirentes de imóvel, devendo o direito ser requerido junto ao Cartório de Registro de Imóveis quando do protocolo do pedido de registro do contrato de financiamento imobiliário ou anteriormente ao pedido de lavratura da Escritura Pública junto ao respectivo Tabelionato.

Segundo a lei, será concedida a isenção quando a compra do imóvel se destinar à moradia de funcionário público. Para fazer prova da condição, interessante que conste na qualificação da parte junto ao contrato ou escritura tal qualificação, bem como, que seja juntada no momento do protocolo, comprovante de renda atualizado do servidor. A outra hipótese diz respeito à aquisição de moradia que possua área construída de até 70m² (setenta metros quadrados), desde que destinada à moradia própria ou à constituição de bem de família.

Ambas as situações ensejam grandes discussões, a exemplo de se considerar a metragem construída como útil ou total, no caso de imóvel em condomínio de apartamentos, o fato de o imóvel adquirido pelo funcionário público não se destinar à sua moradia, dentre outras questões. O importante neste caso é conversar com o Oficial do Cartório de Registro de Imóveis para tentar chegar a um consenso a respeito da possibilidade de concessão da isenção.

Acaso o direito não lhe seja garantido, orienta-se que procure um despachante imobiliário de sua confiança para que possa lhe orientar quanto a viabilidade de se tomar alguma medida na esfera extrajudicial.

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AUTOR DA NOTÍCIA

Leandro Lima / (45) 99900-2300 Técnico em Transações Imobiliárias e Corretor de Imóveis EXITUM, com grande experiência no ramo de venda e regularização de documentos de imóveis em Cascavel e região. Imóvel legalizado é valorizado.

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